Refutação a Igreja Adventista sobre as 613 leis e o Sábado

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O site Reação Adventista fez uma abordagem aos anti-sabatistas que envolve as 613 e mandamentos da Torah, que significa: “instrução, lei, apontamento. É derivada da palavra em hebraico: yārāh – instrua, dirija, mostre, é designada como sendo, um rolo de pergaminho no qual os cinco livros de Moisés foram escritos”. (Fonte Wikipédia) O autor do referido site, que vamos chamar de autor Adventista, fez um trabalho intitulado “Somos obrigados a seguir os 613 mandamentos da Torá?”, que é deveras um texto bem escrito – motivo pelo qual parabenizamo-lo. À primeira vista parece ser uma redação coerente e bem embasada. Apresenta, entretanto, erros argumentativos que indicaremos a seguir, nesta refutação. “Vamos entender…”

No primeiro parágrafo, após fazer a introdução do assunto, ele passa a afirmar sua proposição dizendo que ‘guardar apenas partes da Torá não é hipocrisia como nós Adventistas somos acusados’. No segundo e terceiro parágrafos, ele expõe uma argumentação muito interessante para embasar a sua afirmativa que “nenhuma pessoa jamais foi obrigada a cumprir os 613 mandamentos. Nem mesmo os judeus na antiga aliança.” Porém, em contrapartida, o próprio Deus afirmou aos israelitas sob a Torá: “[…] para que vos lembreis de TODOS os meus mandamentos e obedeçais a eles” – Números 15:40.

Outro problema com o raciocínio do Adventista é que ele afirmou: “Nem mesmo os judeus na antiga aliança.” O erro reside no ângulo em que ele considera esses “judeus” obedientes ou não as leis de forma individual. Porém os judeus constituíam uma NAÇÃO ou grupo dedicado a Deus – o “servo” coletivo de Isaías 43:10. E, como nação, os judeus estavam debaixo dos 613 mandamentos. Ou seja, a ênfase deveria recair sobre “o povo de Deus”. A afirmação correta é: Se e quando a Torá vigora, o povo de Deus tem a obrigação de cumprir todos os 613 mandamentos da Torá.

O Adventista escreve: “os 613 mandamentos não precisam ser aplicáveis a todos os grupos, contextos, lugares e épocas para que a Torá seja válida”. No entanto, todos eles precisam ser aplicáveis ao “povo de Deus”, como GRUPO, para que a Torá vigore em dado tempo. Como ele mesmo admite que muitos dos mandamentos “só podem ser cumpridos na vigência do sistema teocrático israelita e no próprio Israel”, conclui-se daí que a Torá só pode vigorar “na vigência do sistema teocrático israelita e no próprio Israel”.

Pensemos agora em alguns detalhes na feliz explicação dada pelo autor, na qual ele ironicamente confessa que muitos mandamentos só podiam ser cumpridos em ISRAEL como nação (a guarda do sábado conforme estipulada na Torá é um desses). Por quê? Porque a Torá não exigia apenas que o judeu cessasse de trabalhar no sábado. A guarda correta incluía não aceitar trabalho de outras pessoas nesse dia, nem mesmo de animais. (Êxodo 20:10) O guardador do sábado SOB a Torá não podia permitir o trabalho de ninguém que ‘vivesse em sua cidade’. – Deuteronômio 5:14.

Assim, desfrutar do trabalho de outros – como prestadores de serviço nas companhias de água e esgoto, de energia elétrica, de empresas de telefonia, de emissoras de televisão, etc – constitui violação do sábado – que é prática corrente entre os Adventistas. Está claro que guardar o sábado como estipulado na Torá não é hoje exequível como ensina a Igreja Adventista. Conclusão: a lei do sábado é um dos mandamentos que, como bem expressou o Sr. Adventista: “só podem ser cumpridos na vigência do sistema teocrático israelita e no próprio Israel”, pois tinha que ser observado NACIONALMENTE.

No quarto parágrafo, ele afirma: “a Torá/Lei não foi abolida no sacrifício de Cristo Jesus”. Porém, Efésios 2:15 refuta tal afirmação: “[Cristo] aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças”. (ARA) O Comentário Bíblico Adventista (CBA) explica que o verbo traduzido por “aboliu”, também significa “cancelou”, “anulou”, “invalidou”; e que a expressão “na sua carne” significa ‘o sacrifício de seu corpo na cruz’. Não custa lembrar, a Sra. Ellen White classificou o sábado como “ordenança” no livro O Grande Conflito, capítulo 26.

Ainda nesses parágrafos, o Adventista reconhece que as “festas sagradas”, “festividades”, “eram mandamentos aplicáveis ao período pré-Cristo” e que, “Não é mais preciso recorrer às representações, porque já temos a realidade”. São todas afirmações muito bem embasadas. O único detalhe que ele desconsidera é que se aplicam também ao sábado semanal! A Bíblia de Estudo Andrews, adventista, comenta sobre Levítico 23:2, que fala de “festas santas”: “festas. Ou: “épocas designadas”, incluindo o sábado semanal “. Logo, aplica-se perfeitamente ao sábado do raciocínio do autor Adventista. O sábado semanal era uma das “festas sagradas”, um ‘mandamento aplicável ao período pré-Cristo’.

Em relação ao contraste representação x realidade, lemos em Colossenses 2:16, 17 (ARC): “ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo [“a realidade”, A21, KJA, BJ, NVI, NTLH] é de Cristo.” O adventista mediano dirá que os “sábados” aqui são os “cerimoniais”, não os semanais. Mas a Bíblia de Estudo Andrews, adventista, confessa em nota: “é possível que o termo sábado incluísse até mesmo o sábado semanal “.

Indo além, a Revista Adventista, de janeiro de 2009, explicou sobre Colossenses 2:16, 17: “Há os que dizem que os “sábados” mencionados em 2:16 são somente os cerimoniais […] A dificuldade com essa interpretação é que, se os “sábados”, em Colossenses 2:16, são somente cerimoniais, a que feriados ou dias santos estaria se referindo a expressão “dia de festa”, mencionada pouco antes, no mesmo verso? Teria Paulo feito uma repetição desnecessária? Ao que parece, o texto de Colossenses 2:16 refere-se a quaisquer tipos de sábado: anuais, mensais ou semanais“.

A mesma revista explica que a palavra “sombra”, usada nesse texto, é sempre vista como algo “transitório”. A conclusão é inescapável: o sábado semanal era uma sombra (“de coisas futuras”, disse Paulo, não passadas), algo transitório, uma representação das futuras bênçãos sob Cristo. Apegar-se à SOMBRA, o sábado, é NEGAR a realidade, Cristo. Surpreendentemente, deixando de lado, por um momento, de forma distraída a sua crença, o Sr. Adventista entra em contradição ao admitir: “Não é mais preciso recorrer às representações, porque já temos a realidade”.

Nesses quarto e quinto parágrafos, o autor sutilmente impõe ao leitor sua própria definição do verbo “cumprir”, como se esse verbo jamais indicasse pôr fim à vigência de algo. Em contraste, certo dicionário define “cumprir” como “completar o tempo estabelecido para”. Por exemplo, a Torá falava de “cumprir um voto”. (Números 15:3, 8) É óbvio que, após cumprido, o voto deixa de vigorar. Ironicamente, o autor trai sua própria imposição semântica, quando após afirmar que “não é mais preciso recorrer às representações, porque já temos a realidade”, no quinto parágrafo ele confessa: “E isso só pode ser descrito como cumprimento da Torá”. Notou como ele mesmo admite que algo que foi ‘cumprido’ é algo a que ‘não se precisa mais recorrer’?

Para esclarecer ainda mais o significado de “cumprir”, leiamos as palavras do Mestre em Mateus 5:17 (ARC): “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas ; não vim ab-rogar, mas cumprir ” (o contexto manifesta que Cristo falava de toda a Lei, pois ele passa a citar mandamentos do Decálogo e da incorretamente chamada ‘lei cerimonial’). Que aprendemos desse versículo? Jesus cumpriu “os profetas”, as profecias messiânicas; ninguém mais precisa cumpri-las. Do mesmíssimo modo, Jesus cumpriu a Torá (Lei mosaica), de modo que ninguém mais precisa cumpri-la. Se alguém hoje tentasse cumprir as profecias messiânicas, demonstraria falta de respeito por Cristo, insinuando que ele não as cumpriu corretamente.

Do mesmíssimo modo, tentar cumprir a Torá hoje insinua que Cristo não a cumpriu corretamente. Mas podemos ir além e ler o versículo seguinte, o de Mateus 5:18 (ARA): “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.” (Os sabatistas geralmente só leem até a segunda vírgula: “até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei… ???”) A afirmação de Jesus que “até que tudo se cumpra”, equivale a dizer que quando a Lei se cumprisse, ela passaria, com todos seus is e tils. (Hebraico tem til ???)

No sexto e sétimo parágrafos, o autor trata da circuncisão. Ele cita Gálatas 5:3. Veja a explicação desse texto no Comentário Bíblico Adventista: “a Lei não admite que se faça uma seleção: ou tudo ou nada”. E acrescenta: “Paulo não tinha o propósito de ensinar que é pecado alguém se circuncidar […] O que Paulo continuamente negava e combatia era a insistência dos judaizantes na necessidade da circuncisão como meio para a salvação e como requisito para as igrejas cristãs”. Troque, nessa citação, “circuncisão” por “guardar o sábado” e terá a posição das Testemunhas de Jeová.

Fica assim: “Paulo não tinha o propósito de ensinar que é pecado alguém [guardar o sábado] […] O que Paulo continuamente negava e combatia era a insistência dos judaizantes na necessidade [de guardar o sábado] como meio para a salvação e como requisito para as igrejas cristãs”. O ponto de vista das Testemunhas de Jeová é biblicamente correto, se alguém quiser guardar o sábado, guarde, mas nunca imponha isso aos seus irmãos. Isso é ter amor cristão!

Como o autor Adventista citou um verso de Gálatas, vejamos mais dois: (1) “se a justiça vem por meio da lei, então Cristo morreu inutilmente”; (2) “todos os que são das obras da lei estão debaixo de maldição. Porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece na prática de todas as coisas escritas no livro da lei”. (Gálatas 2:21; 3:10, A21) O Comentário Bíblico Adventista explica: “a palavra “lei” – como Paulo a usa na Epístola aos Gálatas – inclui tanto a lei moral – o Decálogo – como a lei cerimonial”.

Nos mesmos parágrafos o autor aponta uma suposta falha no argumento anti-adventista baseado em Gálatas 5:3. Ele diz: “O pressuposto [anti-adventismo] é: sábado e distinção de alimentos tem a mesma natureza que a circuncisão”. Porém, isso Falso! O verdadeiro pressuposto é: sábado e distinção de alimentos eram REQUISITOS da Torá tanto quanto a circuncisão. O Adventista escreveu: “Há uma grande falha nesse argumento. Ele [o anti-adventista] ignora que a circuncisão foi instituída como um sinal da aliança de Deus com Abraão e sua descendência física. (Gn 17:9-14)”. No entanto, há duas grandes falhas nesse argumento.

Primeira falha: é irrelevante para o ponto em questão. Ter sido a circuncisão dada a Abraão não muda o fato de que era um requisito que era PARTE da Torá, conforme esta registrado em Levítico 12:3. Na verdade, a circuncisão era ainda mais importante do que o sábado, sob a Lei, pois o texto citado de Levítico diz que “no dia oitavo [que poderia cair em qualquer dia da semana] se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio” – se caso o sábado fosse também o 8º dia da circuncisão. Jesus sabiamente usou isso como um argumento em João 7:23 (o já citado CBA explica que, para se realizar a circuncisão, “o sábado era ignorado”). Aliás, é um mandamento da Torá perfeitamente “aplicável”, “logicamente possível” de ser guardado (usando aqui as palavras do autor). Por que então os sabatistas não o guardam?

Segunda falha: o autor reconhece a circuncisão como “sinal” entre Deus e a descendência de Abraão. Acontece que a Bíblia diz o mesmo sobre o sábado: “Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. Entre mim e os filhos de Israel é SINAL para sempre; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento.” (Êxodo 31:16, 17, ARA, o grifo é meu) A nota na Bíblia de Estudo Andrews, adventista, diz: “sinal. O mesmo termo […] ocorre em Gn 17:9-14 para se referir à circuncisão.” Mais claro é impossível!

Exatamente como a circuncisão, o sábado era um sinal exclusivo para com os israelitas. O próprio termo hebraico para “sinal”, “ot”, significa uma “marca distintiva” (Dicionário Chavez); era, portanto, algo que distinguia os israelitas de povos estrangeiros. Não seria assim se, como pretende o autor, “o sábado era para todos”. Por isso, Deus jamais requereu, ou exigiu, que estrangeiros guardassem o sábado. Tampouco o texto que ele cita a seguir prova isso. (Sobre o sábado durar “para sempre” em Êxodo 31:16, 17, a Bíblia Andrews da igreja dele comenta que o termo hebraico traduzido “para sempre” significa apenas “um período de tempo indefinido” – veja a nota de Êxodo 21:6).

Isaías 56:1-8 não é, de forma alguma, uma exigência de que estrangeiros guardassem o sábado. O verso 4 diz: “Pois assim diz Jeová aos eunucos que guardam os meus sábados, que escolhem fazer o que me agrada e que se apegam ao meu pacto.” (TNM, “abraçam a minha aliança” na Almeida) Note: era uma “escolha”, não um requerimento, nem uma exigência. E, se esse texto serve de base para se concluir que o sábado “era para todos” e ainda vigora, como diz o autor, então o mesmo se aplicaria aos sacrifícios e holocaustos, pois lemos em Isaías 56:7 que os mesmos estrangeiros que guardassem o sábado trariam “seus holocaustos e os seus sacrifícios” ao altar de Deus. Em suma: tudo que se argumentar sobre o sábado com base nessa passagem valerá também para as leis de sacrifícios e holocaustos.

Confesso, com todo o respeito, que achei cômico ele argumentar, com base em Isaías 56:1-8, que o gentio podia não ser circuncidado, mas precisava guardar o sábado. Ele só “esqueceu-se” de mencionar que os estrangeiros mencionados ali eram “eunucos“, isto é, “aquele[s] a quem forem trilhados os testículos ou cortado o membro viril”., (Deut 23:1, ARA) Seria mesmo uma façanha circuncidá-los! Isaías 56:1-8 era um consolo aos eunucos que, apesar de não poderem fazer parte da congregação judia, faziam o melhor que podiam, até mesmo escolhendo guardar o sábado e oferecer sacrifícios. No mais, os prosélitos, estrangeiros convertidos ao judaísmo, estavam sob a obrigação de guardar todos os mandamentos da Torá, não só o sábado, mas também a circuncisão e todas as leis ditas “cerimoniais”.

O texto que o autor Adventista cita, de Êxodo 12:42-49, só vem confirmar esse fato. O gentio incircunciso, não sendo prosélito, não podia comer a Páscoa. Em nenhum lugar se diz que tal gentio incircunciso guardava o sábado. O estrangeiro circuncidado, no versículo 48, era um prosélito, “como o natural da terra” (CBA: “[v.48] trata dos prosélitos“). Nenhum gentio tinha a obrigação de guardar o sábado, mas, se quisesse, podia tornar-se prosélito judeu, e aí estaria sob toda a Torá. “Uma mesma lei e um mesmo direito haverá para vós e para o estrangeiro que peregrina convosco”. (Núm 15:16, ARC) Esse texto, segundo o CBA, era para “incentivar os estrangeiros a se converterem em prosélitos da religião judaica”.

O autor Adventista afirma: “Nota-se, assim, que o fato de guardar o sábado não o obrigava a também se circuncidar e praticar todos os ritos judeus.” Mas o autor é incapaz de citar um único texto que mencione um gentio incircunciso guardador do sábado (com exceção de eunucos, fisicamente incapazes de ser circuncidados). Como já afirmamos, nenhum gentio tinha a obrigação de guardar o sábado (apenas o guardavam os que, de livre e espontânea vontade, vinham a tornar-se prosélitos).

O autor continua escrevendo: “[o sábado] foi instituído ao término da criação, quando não havia nem judeus, nem Israel, nem Abraão, nem mesmo pecado no mundo (Gn 2:1-3)”. Só faltou ele mostrar onde o texto de Gênesis 2:1-3 inclui uma ordem direta de Jeová para que Adão guardasse o sábado. Ele continua: “De modo semelhante, a distinção entre alimentos puros e impuros remete a época de Noé, quando o homem começou a comer carne (Gn 7:2-9)”. O texto que ele cita, de Gênesis 7:2, relata instruções dadas antes do dilúvio, quando Deus ainda não havia dado permissão para o homem comer carne. Logo, a distinção que se faz ali de animais puros e impuros se referia exclusivamente a seu uso em SACRIFÍCIOS.

O CBA comenta nesse verso: “Remonta a tempos mais remotos, às instruções divinas concernentes aos sacrifícios, para os quais só podiam ser usados animais limpos (veja Gen 8:20)”. Portanto a distinção de animais puros e impuros em Gênesis 7:2 nada tem que ver com dieta alimentar. Tanto é assim, que após o dilúvio, quando Deus pela primeira vez permitiu que o homem comesse carne, Ele disse: ”tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar nas vossas mãos serão entregues. Tudo o que se move e vive ser-vos-á para alimento; como vos dei a erva verde, tudo vos dou agora.” (Gênesis 9:2, 3, ARA) O texto é muito claro: não havia qualquer distinção de animais puros e impuros quanto a alimentação.

Jeová permitiu que todos os animais fossem comidos – ”tudo o que se move e vive”, ”todos os peixes do mar”. Assim “como vos dei a erva verde [isto é, sem fazer qualquer distinção de plantas puras e impuras], tudo vos dou agora.” Sabe qual é a justificativa que o Comentário Bíblico Adventista dá para esse versículo? O CBA diz: “Apesar de não se apresentar aqui a distinção entre animais limpos e impuros para alimentação, isso não significa que era desconhecida para Noé”. Depois cita Gênesis 7:2 e 8:20, que, como já vimos, falam de sacrifícios, não de alimentação. O CBA afirma: “os que eram impuros para um propósito não podiam ser limpos em outro”. Mas isso é falso!

Embora alguns animais, como o porco e o cão, fossem impuros tanto para alimentação como para sacrifícios (Isaías 66:3), outros, como os peixes de barbatanas e escamas, eram permitidos pela Torá como alimentação, mas não como sacrifício. E o CBA prossegue com esse engano: “a distinção [de animais puros e impuros para alimentação] deve ter sido tão perfeitamente conhecida pelos primeiros homens que foi desnecessário que Deus chamasse a atenção de Noé especialmente para ela”. Entendeu o argumento, amigo leitor? O fato de o texto não mencionar tal distinção é tomado como “prova” de ela existir, sendo desnecessário mencioná-la…

Como diz um amigo nosso, “tá bom ou quer mais”?! Então esse “argumento” vale para qualquer coisa! Poderíamos também dizer: A existência do Papai Noel, do coelhinho da Páscoa e do chupa-cabra ‘deve ter sido tão perfeitamente conhecida pelos primeiros homens que foi desnecessário que Deus chamasse a atenção de Noé especialmente para eles’. (Risos) Mas não é apenas o caso de o texto não mencionar tal distinção. Ele não deixa possibilidade de que ela existisse, pois autoriza como alimento ”tudo o que se move e vive” e ” todos os peixes do mar”. Enxergar qualquer distinção ali é impossível.

Diz o autor Adventista: “Também a proibição de comer sangue é da época de Noé (Gn 9:4-5) e foi, aliás, explicitamente mencionada pelos apóstolos como ainda válida (At 15:20 e 29).” Pura verdade com relação a se abster de sangue!!! Mas onde é mesmo, Sr. Adventista, que os apóstolos mencionaram a guarda do sábado e leis dietéticas como requisito para os cristãos? O que podemos ver em Atos capítulo 15? Vemos a continuação da proibição de “ídolos”, da “fornicação”, do que é “sufocado” (do que foi morto sem ser sangrado) e de usar “sangue” – a guarda do sábado nem se quer foi mencionada como requisito cristão.

O autor assevera: “O decálogo é um exemplo dessa espécie de mandamentos. Todos eles têm origem anterior à Torá”. A Bíblia ensina justamente o contrário. Deuteronômio 4:13 e 5:4 (A21, NVI) afirmam que a “aliança, isto é, os dez mandamentos” não fora feita com os “antepassados” dos israelitas, mas com os que SAÍRAM do Egito. Nos dois últimos parágrafos o autor fala dos mandamentos “aplicáveis“, ”logicamente possíveis” de serem cumpridos. A ideia parece coerente. Já que a Bíblia claramente não faz qualquer distinção entre lei “moral” e “cerimonial”; e que a Lei era, e sempre foi, uma só – as 613 leis.

Ninguém pode acreditar que questões puramente dietéticas são de cunho moral; parece melhor mesmo dizer que dos 613 mandamentos, cumprimos “o que dá” para cumprir… Mas na prática não existe tal coerência. Por que não? Ora, a circuncisão é um mandamento da Torá “aplicável” e “logicamente possível”. Por que não a guardam? O mandamento de se fazer “franjas nas bordas das suas vestes” e pôr “um cordão azul” é “aplicável” e “logicamente possível”. (Números 15:38) Por que não o guardam? O mandamento que proibia tecidos mistos, “roupas feitas de tecidos diferentes”, é “aplicável” e “logicamente possível” (Levítico 19:19) Por que não o guardam? Cadê a coerência???

Encerremos com dois textos para aqueles que creem na vigência da Torá. Do primeiro o CBA diz tratar-se da “Lei, seja civil ou religiosa”:

“Pois qualquer um que guarda toda a lei, mas tropeça EM UM SÓ PONTO, torna-se culpado de todos.” – Tiago 2:10.

Sobre o último lemos no CBA que o termo “lei”, “inclui tanto a lei moral – o Decálogo – como a lei cerimonial”:

“Maldito todo aquele que não permanece na prática de TODAS AS COISAS ESCRITAS no livro da lei. E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé.” – Gálatas 3:10, 11.

Agradecimento especial ao Queruvim

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Link do autor refutado: Link: https://reacaoadventista.com/2018/11/25/somos-obrigados-a-seguir-os-613-mandamentos-da-tora/

Contribuído!

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O site Reação Adventista mandou uma mensagem que eu gostaria de compartilhar com os leitores deste site. A réplica do autor Adventista segue numerada e abaixo dela você verá as minhas respostas seguidas da palavra “RESPOSTA”.

1) O fato de Israel constituir o povo de Deus não exclui a esfera individual. A relação indivíduo x Torá sempre existiu. E o fim de Israel como nação não altera essa relação naquilo que concerne ao indivíduo. Altera apenas o que concerne à nação. As obrigações do indivíduo com Deus não dependem da existência de uma entidade político-administrativa com terras e governo teocrático.

RESPOSTA: Você de novo esta fugindo do cerne da questão! Não é SOMENTE a esfera individual de cada um, embora cada pessoa seja julgada individualmente, o cerne é sem dúvida o povo como NAÇÃO – não se esqueça que os judeus estavam debaixo dos 613 mandamentos. Ou seja, a ênfase deveria recair sobre “o povo de Deus”. O correto é: Se e quando a Torá vigora, o povo de Deus tem a obrigação de cumprir todos os 613 mandamentos da Torá. A conversa não tem nada que ver com “uma entidade político-administrativa com terras e governo teocrático”, isso é um subterfúgio seu, meu caro, pra discordar do óbvio: a ênfase deveria recair sobre “o povo de Deus” como GRUPO. Você apenas esta tentando convencer os leitores para ignorar isso!

2) O texto desse blog TJ trabalha com o pressuposto de que se todos os mandamentos não forem aplicáveis, a Torá foi abolida. Ora, os judeus da diáspora nunca pensaram que a Torá foi abolida porque se tornaram cativos na Babilônia ou porque sua cidade e seu primeiro templo foram destruídos, impossibilitando o cumprimento de todos os mandamentos relativos à nação. Tampouco os profetas da época disseram algo do tipo. Também nenhum judeu supôs isso à época do império romano, quando leis civis, por exemplo, não eram cumpridas exatamente como descritas na Torá. Seu pressuposto é tirado de onde?

RESPOSTA: A despeito de “os judeus da diáspora nunca pensaram que a Torá foi abolida”, não tem nada que ver com a refutação feita. Não é meu “pressuposto”, a refutação ao seu site foi clara, mas vou lhe dar mais uma ajuda: “Não há judeu nem grego, escravo ou livre, homem ou mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gál 3:28) A Escritura diz “NÃO HÁ JUDEU”, mas vocês dizem ‘HÁ JUDEU’; e o mais agravante: que espera a reconstrução do seu templo destruído! Vocês alimentam uma falsa esperança! No antigo templo tinha uma arca da aliança. Deus prometeu em Jeremias 3:16: “. . .Naqueles dias, é a pronunciação de Jeová, “não mais dirão: ”A arca do pacto de Jeová’”, e prometeu que “não mais será feita”.

3) Não, o fato de vivermos em um local onde as pessoas trabalham aos sábados não nos faz transgressores, ainda que usemos de serviços imprescindíveis nesse dia. Davi Caldas explicou isso nesse texto: [Link bloqueado por conter material apóstata]

RESPOSTA: Se vocês são transgressores? Não disse isso! Você esta dando uma resposta emocional e injustificada! Foi dito que “A guarda correta [do sábado] incluía não aceitar trabalho de outras pessoas nesse dia, nem mesmo de animais. (Êxodo 20:10) O guardador do sábado SOB a Torá não podia permitir o trabalho de ninguém que ‘vivesse em sua cidade’. – Deuteronômio 5:14.” Foi citado um texto bíblico que você ignorou! Assim, desfrutar do trabalho de outros prestadores de serviço constitui violação do sábado? SIM ! Isso é um fato indiscutível. Se vocês querem continuar com este costume que era para a NAÇÃO de Israel, devem assumir os riscos e parar de acusar falsamente o povo cristão de Jeová que hoje estão ESPALHADOS pela terra e unidos como um grupo espiritual.

4) Sobre a interpretação de Efésios 2:15, nós explicamos no seguinte texto: [Link bloqueado por conter material apóstata]

RESPOSTA: A refutação ao autor Adventista foi feita com base bíblica, sem desculpas!

5) Não existe uma só interpretação de Colossenses 2:16. O autor desse texto mesmo, Davi Caldas, não concorda com a interpretação de Andrews. E boa parte dos teólogos adventistas atuais também não. Um dos grandes teólogos adventistas que a defender outra interpretação desse texto é Samuele Bacchiocchi. O próprio Comentário Bíblico Adventista e o Tratado de Teologia fazem menção à outra interpretação possível do texto. Nessa outra interpretação, entende-se que Paulo não está interessado em dizer o que foi abolido ou não, mas insistir que um determinado grupo herético não deveria servir de base de julgamento para ninguém. É essa outra interpretação que o Caldas defende, conforme pode ser lido nesse texto: [Link bloqueado por conter material apóstata]

RESPOSTA: Pra nós não interessa brigas dentro da IASD! Isso é problema de vocês, a bíblia diz: “Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá.” (Mateus 12:25) O fato que a Bíblia de Estudo Andrews refuta vários argumentos dos Adventistas modernos, e usar desse recurso não esta errado, como você supõe! Apenas é pra você uma “dor de cotovelo”…. A Bíblia mostra que A GUARDA do sábado (o sábado como lei) foi dada após a saída de Israel do Egito. (Êx cap. 16; Deut: 5:1-3, 15.) E o que acredito que devemos aceitar é o que ela diz, e não suposições humanas. Mesmo que tivesse sido dada COMO LEI desde a criação, ainda não significaria que permaneceria no cristianismo.

6) A grande incoerência de quem diz que a Lei foi cumprida no sentido de não mais precisarmos cumpri-la é que essas mesmas pessoas vão concordar que não matar, não roubar, não furtar, honrar pai e mãe, etc. continua em vigor. Ora, isso são mandamentos da Torá. É apenas um jogo semântico dizer que isso não seguimos mais os preceitos da Torá, mas o Espírito, ou a Lei de Cristo. Se o Espírito e a Lei de Cristo trazem os mesmos preceitos da Torá, segue-se que a Torá permanece sendo seguida. E o fato de parte dela ser cumprida no próprio Cristo (a saber, os rituais que prefiguravam seu sacrifício) não implica que não haja uma parte que cabe a nós cumprirmos (dentre os quais se encontram os preceitos do decálogo, cuja base é o amor a Deus e ao próximo).

RESPOSTA: Boa tentativa de responder, mas é muito enfadonha a sua afirmação! “Segue-se que a Torá permanece sendo seguida.”? Boa desculpa, mas não convence quem estuda a bíblia com atenção. As Leis Divinas permanecem sendo seguidas sob “a Lei de Cristo”, mas alguém poderia dizer: Então os cristãos podem matar, roubar, adulterar etc.? O apóstolo Paulo devia estar acostumado a lidar com tal questionamento, pois ele disse: “Cometeremos pecado porque NÃO ESTAMOS DEBAIXO DE LEI, mas debaixo de benignidade imerecida?” Ele afirmou: “Que isso nunca aconteça!” (Rom. 6:15) Por que ele podia dizer isso? Ele explicou: “Vos tornastes obedientes de coração àquela FORMA DE ENSINO A QUE FOSTES ENTREGUES.” (Rom. 6:17) Assim, ele mostrou que o cristianismo possui princípios e normas contra os pecados JÁ CONHECIDOS no “Velho Testamento”. A “Lei do Cristo” é aplicada como Jeová deseja, não como vocês particularmente desejam! (Gál 6:2) Por isso que obrigar outros a guardar o sábado não é “amor a Deus e ao próximo”.

7) É importante destacar que os adventistas não enxergam o Comentário Bíblico Adventista como inspirado e inerrante. Ele é uma obra teológica humana, sujeito à falhas e consertos. Não há, portanto, problema em adventistas discordarem dele. Uma vez que a nossa única regra de fé e prática são as Escrituras, as abordagens teológicas podem evoluir com o tempo, a fim de que imprecisões sejam reparadas. A introdução de nossas 28 Crenças Fundamentais fala sobre isso. O já citado Bacchiocchi, em sua tese de doutorado sobre o sábado, discorda da interpretação tradicional de Colossenses 2:16, conforme já citado. Outro teólogo respeitadíssimo, Jacques Doukhan, discorda do Comentário Bíblico Adventista a respeito da “teologia da substituição”, que é defendida por boa parte dos teólgos da IASD. O amigo TJ trata o CBA como se fosse divinamente inspirado e inerrante, quando os próprios adventistas não o enxergam assim.

RESPOSTA: Falácia ad hominem, o texto que refuta o seu trabalho não diz que o CBA é “divinamente inspirado e inerrante”, já falei, não nos interessa comentar sobre brigas dentro da sua religião! A obra Adventista a qual você se refere (e que ainda é vendida para Adventistas) APENAS elucida alguns ensinos da bíblia que são verdadeiros e desmente argumentos supostamente inovadores dos sabatistas. Como foi dito, isso é válido para orientar as pessoas a respeito da VERDADE, que é o único interesse dos verdadeiros cristãos Testemunhas de Jeová. Tanto isso é verdade porque foi citado também um erro no livro “divinamente inspirado e inerrante” que você também ignorou de propósito! O CBA quando fala sobre animais limpos e impuros comete erros gravíssimos – leia de novo os parágrafos 26, 27, 28, 29 e 30 e tente prestar melhor atenção antes de fazer falsas acusações!

8) Sobre a expressão “obras da Lei”, tratamos dela nesse texto: [Link bloqueado por conter material apóstata]

RESPOSTA: Material apóstata não é permitido no site!

9) Sobre a circuncisão fazer parte da Torá, isso não muda o fato de que era um mandamento para israelitas. E esse é o ponto do nosso artigo. Nunca foi mandamento para gentios, exceto se o gentio assim o quisesse. Ler esse texto, tópico da circuncisão: [Link bloqueado por conter material apóstata]

RESPOSTA: Falácia ad nauseam!  Na resposta foi falado que “ter sido a circuncisão dada a Abraão não muda o fato de que era um requisito que era PARTE da Torá, conforme esta registrado em Levítico 12:3.” De novo você ignora de propósito o texto bíblico! E que “a circuncisão era ainda mais importante do que o sábado, sob a Lei…”, e o “CBA explica que, para se realizar a circuncisão, “O SÁBADO ERA IGNORADO”.” [Em letras GRANDES pra você enxergar] De novo A ÊNFASE do argumento deveria ser: “um mandamento da Torá perfeitamente “aplicável”, “logicamente possível” de ser guardado (usando aqui as palavras do autor). Por que então os sabatistas não o guardam?” Não houve esforço nenhum da sua parte em responder a esta contradição!

10) Sobre o argumento de Jesus a respeito da circuncisão no sábado, esse texto também fala disso: [Link bloqueado por conter material apóstata] Aliás, aconselhamos ler todos os tópicos desse texto à respeito das controvérsias de Jesus sobre o sábado.

RESPOSTA: Material apóstata não é permitido no site!

11) O sábado servia de sinal entre Israel e Deus porque Israel era o único povo que reconhecia a Yahweh como Deus. Mas o sábado era anterior a Israel. O sábado, portanto, não foi criado exclusivamente para Israel ou por causa de Israel. O sábado foi dado ao homem e englobado pela Torá. Circunstancialmente, como só Israel adorava Yahweh como povo, Deus usou o sábado como sinal de distinção. Esses textos falam sobre isso: [Link bloqueado por conter material apóstata]

RESPOSTA: Sim entendi, só faltou você mostrar onde o texto de Gênesis 2:1-3 inclui uma ordem direta de Jeová para que Adão guardasse o sábado (isso também foi refutado no texto). Não custa repetir que o autor Adventista assevera: “O decálogo é um exemplo dessa espécie de mandamentos. Todos eles têm origem anterior à Torá”. A Bíblia ensina justamente o contrário. Deuteronômio 4:13 e 5:4 (A21, NVI) afirmam que a “aliança, isto é, os dez mandamentos” não fora feita com os “antepassados” dos israelitas, mas com os que SAÍRAM do Egito.

12) O texto de Isaías 56:1-8 não fala só de eunucos. Fala de eunucos E estrangeiros. São dois grupos distintos. Ademais, em nosso artigo, usamos Isaías 56 não para provar que o sábado é para todos hoje, mas que era para todos na antiga aliança. Embora creiamos que ele seja para todos hoje, não usamos Isaías 56 para provar isso, mas sim Gênesis 2:1-3. Sobre os sacrifícios e holocaustos, eles não são mais obrigatórios hoje porque tinham função exclusiva de apontar para Cristo e nada mais. Não é o caso do sábado, que tem prioritariamente função de descanso para o ser humano e memorial da criação e Deus como Criador.

RESPOSTA: Sim, eu entendi, mas tampouco o autor Adventista conseguiu provar que o sábado iria durar “para sempre”. A Bíblia de Estudo Perguntas e Respostas (que não é a Bíblia Andrews da sua igreja) comenta que o termo hebraico traduzido “para sempre” significa apenas “um tempo indefinido”. (Página 576) Então por favor não mencione mais falaciosamente que são livros supostamente não inspirados! E observe com atenção que eruditos evangélicos concordam com a Bíblia Andrews Adventista! (Para o desespero dos sabatistas) A refutação deixou bem claro que se o sábado “era para todos” e ainda vigora, como diz o autor Adventista, então o mesmo se aplicaria aos sacrifícios e holocaustos. Que o “sacrifícios e holocaustos, eles não são mais obrigatórios hoje” nós já sabíamos. Por isso você foi incapaz de refutar este assunto!

13) O texto de Êxodo 20:8-11, afirma que o estrangeiro em uma casa de israelitas não deveria trabalhar aos sábados. Assim, circuncisos que queriam se unir ao Senhor e/ou ao povo do Senhor deveriam respeitar o Sábado.

RESPOSTA: Falácia do argumento circular! “Respeitar” a maneira como as pessoas encaram o sábado é amor cristão de qualquer modo. É redundante e desnecessário você dizer que “deveriam respeitar o Sábado”. Esta escrito na refutação: “O ponto de vista das Testemunhas de Jeová é biblicamente correto”. Por quê? Presta atenção e guarda na sua memória: “se alguém quiser guardar o sábado, guarde, mas nunca imponha isso aos seus irmãos. Isso é ter amor cristão!” Antes de fazer comentários preste a devida atenção ao que foi escrito!

14) Sobre gênesis não conter uma ordem clara e direta para Adão e Eva guardarem o sábado, isso se baseia na falácia do apelo ao silêncio. Tratamos um pouco dessa falácia nesse texto: [Link bloqueado por conter material apóstata]

RESPOSTA: Que bom que você reconhece que é uma “falácia”! Gálatas 6:7 diz: “Não se enganem: ninguém zomba de Deus. O que uma pessoa plantar, é isso mesmo que colherá.” – NTLH.

15) Sim, o texto de Gn 7:2 tem a ver com alimentação também. Os animais impuros para sacrifício o eram justamente porque eram impuros para alimentação. Não serve de sacrifício representativo de Jesus o animal que não serve pra o nosso organismo. Porque assim como os animais sacrificados eram, em parte, comidos, “comemos” da carne de Cristo. E assim como o animal do sacrifício servia para alimento, Cristo é nosso alimento espiritual. O sacrifício animal devia representar corretamente o de Cristo. Daí eles precisarem ser sem mácula, por exemplo. Ressaltamos, entretanto, que do fato de animais impuros para alimentação não servirem para sacrifício não se depreende que todos os animais puros para alimentação serviam para sacrifício.

RESPOSTA: Se atenha ao assunto em questão: Você ter a sua fé no “sangue” de Cristo não é o assunto em debate! Alguém poderia vir aqui e me dizer: “Eu conheci de verdade a Chapeuzinho Vermelho na floresta”. Não interessa! Nós também temos fé no Cristo e comemoramos todos os anos a sua morte, mas você de novo não consegue focar no assunto em pauta: o autor Adventista escreveu: “Também a proibição de comer sangue é da época de Noé (Gn 9:4-5) e foi, aliás, explicitamente mencionada pelos apóstolos como ainda válida (At 15:20 e 29).” Pura verdade com relação a se abster de sangue!!! Mas onde é mesmo que os apóstolos mencionaram a guarda do sábado e leis dietéticas como requisito para os cristãos? O que podemos ver em Atos capítulo 15? Vemos a continuação da proibição de não usar “sangue” – a guarda do sábado nem se quer foi mencionada como requisito cristão.

16) A passagem de Gênesis 9:3 e mais diversas passagens sobre o tema “alimentos puros e impuros” são tratados nos seguintes textos: [Link bloqueado por conter material apóstata]

RESPOSTA: Material apóstata não é permitido no site!

17) Escrevemos sobre o Concílio de Jerusalém nesse texto: [Link bloqueado por conter material apóstata]

RESPOSTA: Material apóstata não é permitido no site, as TJs seguem unicamente a Bíblia Sagrada!

18) É apelo ao silêncio dizer que porque não se falou em sábado, ele não deveria ser guardado. Se levarmos isso ao pé da letra, pense em quanta coisa não foi mencionada em Atos 15, como se abster da bebedeira e de desonrar os pais, por exemplo. Então, tudo isso pode? Não tem lógica. Atenciosamente, Equipe Reação Adventista.

RESPOSTA: De novo um raciocínio falho da vossa parte! Você diz: “pense em quanta coisa não foi mencionada em Atos 15…”, mas o ABSTER-SE DE SANGUE foi mencionado em Atos 15 e vocês ainda fazem ouvidos de mercador! Não respeitam a vontade de Deus sobre a GUARDA DO SANGUE! “Se abster da bebedeira e de desonrar os pais, por exemplo. Então, tudo isso pode?”. É claro que não! Mas isso não torna valida a GUARDA DO SÁBADO para cristãos, pois isso tudo esta contido na LEI DO CRISTO, que age nos corações. Assim, a “lógica“ proposta por você simplesmente não existe. Segue agora alguns textos pra fechar com chave de ouro esta conversa:

  • EVIDÊNCIA de que a santificação de algo não implica em esse algo permanecer para sempre. (Êxo. 28:1-3, 40, 41)
  • EVIDÊNCIA de que a GUARDA do sábado só ocorreu após a saída de Israel do Egito. Êx. cap. 16; Deut: 5:1-3, 15);
  • EVIDÊNCIA de que a INTEIRA LEI (com os Dez Mandamentos que incluíam o sábado semanal) só veio a existir nessa época, 430 anos depois da promessa feita a Abraão.(Gál 3:16-19);
  • EVIDÊNCIA de que tal Lei permaneceria até a vinda de Cristo (Gál 3:19), após o que haveria mudanças: “Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente HÁ TAMBÉM MUDANÇA DA LEI.” (Heb. 7:12);
  • EVIDÊNCIA de que “Deus enviou o seu Filho … PARA LIVRAR POR MEIO DUMA COMPRA OS DEBAIXO DE LEI”. (Gál 4:4, 5)

Agora cabe ao leitor sincero avaliar de que lado está a verdade.

FIM!

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